29.4.08

Só enquanto eu respirar

“É assim, de um lado a poesia , o verbo, a saudade, do outro a luta, força e coragem pra chegar ao fim...”


E o fim é belo. Sem dúvidas.


Respirar e transpirar o que tanto falta. Sobra tanta falta.


Ouvindo Pratododia - Teatro Mágico

24.4.08

Os porquês....

Nem todo dia há tempo pra expor a criatividade interna e os pensamentos fenéticos..Sinapses múltiplas da mente.

Todo mundo merece um pouco de clichê, de esperança rasgada e desmedida, mesmo que seja um texto "a la auto-ajuda".

Sim, todo mundo merece um pouco da beleza ingênua da Borboleta.

As "Brabuletas"

A La clichê, mas eu curti.

[Borboletas]

Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de
se decepcionar é grande.

As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui para satisfazer as dela.

Temos que nos bastar... nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.

As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.

Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é a pessoa da sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você.

O segredo é não correr atrás das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você.

No final das contas, você vai achar
não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!

Cantarolando "Borboleta" Marisa Monte

9.4.08

Minha versão

Preste atenção enquanto seu dia se revela,
Desafie o que o futuro reserva.
Você é parte do tempo amante e um(a) amigo(a) em tempo integral,
Não vejo o que qualquer um pode ver
em mais ninguém,
além de você.

Aqui está uma igreja e aqui é um campanário.
Nós, com certeza, somos bonitinhos pra duas pessoas feias,
Amores, eles podem te causar lágrimas...
Vá em frente, liberte seus medos!
Não vejo o que qualquer um pode ver
em mais ninguém,
além de você.

Ah, nós dois temos maravilhosos ataques de raiva...
Tente solucionar os enigmas no seu próprio ritmo.
Estou apaixonada pelo jeito como você se sente.
Não vejo o que qualquer um pode ver
em mais ninguém,
além de você

Nós precisamos ser maus, ousados,
mais sábios, fortes,
frios, calmos,
Precisamos permanecer sãos.
Mas, não vejo o que qualquer um pode ver
em mais ninguém,
além de você.


O mundo continua girando...
Você não pode pará-lo, [mesmo] se você tentar.
Não faça nenhuma pergunta.
Tudo que sei, é que o amor vai salvar o dia.

Ouvindo e mesclando "Anyone else but you e You gotta be".

27.3.08

Quem tem ouvidos, ouça!

"Porque estás abatida, ó minha alma?"

................................................

E eis que do nada, surge aquela voz que bate e "tum!"

Ônibus, cansaço, rotina e...

Um violão... as frases...

"Querem entulhar meus poços, frustar meus sonhos e me fazer desistir..
Mas quem vai apagar o selo que há em mim?
A marca da promessa que Ele me fez.
E quem vai me impedir se decidido estou, pois quem me prometeu é Fiel pra cumprir!
O meu Deus nunca falhará."

Um e-mail.
Um contato.

Ele realmente sabe como falar com cada um.
Just in time.

Poque Ele prometeu, vou além.

Ouvindo Selo da promessa, Trazendo a arca.

26.3.08

Tudo bem?

E tudo caminha bem no país do jeitinho, da olhada na bunda da moça quando passa, dos milionários de plantão que dão duro na telinha e enriquecem em 90 dias.

Tudo vai muito bem, obrigada. Obrigada mesmo por perguntar. Por perguntar e não querer ouvir. Porque sabemos bem que a pergunta é retórica. Afinal, quem é que pergunta “Oi, tudo bem?” e espera como resposta “Quer mesmo saber? Então senta aí.” Não! Não é isso. Não vamos dispor de 4 horinhas de ouvido e paciência para adentrar seu universo”. Não, não, meu amigo. Faz parte da fantasia da polidez. A resposta é “Tudo bem, e você?” E em seguida vem o “tudo bem, também”. "É, o jogo da vida ensina". Quanta besteira, minha nossa.

Eu não estou revoltada. Que coisa! Porque toda vez que eu pretendo questionar algo que, na minha lógica (que seja absurda) não faz sentido, me dizem que sou revoltada? Mas que grande porcaria. Só estou cansada. Do lirismo comedido, da máscara de polidez, do “Tudo bem?” retórico, do “Deus te abençoe” decoreba, do “Oi, sou super seu amigo agora! De repente passei a me importar tanto com você...vamos nos “falar” toda semana no MSN.”, ah me poupe.

Frase: “Nunca fiz amigos bebendo leite”. Ótimo, meu querido, sinto informar que se isto é “amizade”, talvez, realmente, você nunca tenha feito amigos.

E eu fiz? Ahh fiz. Tomando leite, toddynho, chocolate quente, cerveja também, mas não preciso de um bar para ter amigos, pelo amor. Não quero precisar. Eita cidade (país, mundo?) do caos, estranha e que, sim, tende à melancolia.

Flâneur:

Outro dia, descia eu a rua Augusta, às três da tarde, diga-se de passagem, à caminho da burocracia da Sptrans para conseguir meu descontozinho abençoado de estudante no vale-transporte.

É legal observar a Augusta de dia. A rua que tem aquela fama danada e um comércio complexo às noites é uma mini-sampa aglutinada em uma rua. Os mais variados tipos.

A pérola negra e alta, sacola e óculos fashion, fita colorida no cabelo tónhoinhóin, pernas esguias que terminam em uma sandália amarela ofuscante; O gay que leva o cãozinho (boxer) pra passear; A senhorinha de cabelos de lã, blush, batom e camafeu impecáveis que sai do bazar (sim, há bazares que fizeram me sentir no interior) carregada de sacolas; O careca de calça xadrez que tem tantas tatuagens e piercings no corpo quanto a quantidade de listras em sua calça; A mini-coreana de cabelos cor de petróleo que brinca na calçada.

É um universo e tanto antropológico. Daria pra ficar ali o dia inteiro. E o comércio? Antes de chegar aos estabelecimentos que, àquela hora do dia, estampava os neons apagados, tem de tudo: mercearia, papelaria, academia, hotel, comida mexicana, pizza, botecos mil, teatro, cinema, brechó, antiquário.

Estranho é andar devagar e a observar. O povo com o olhar pra baixo, o passo rápido, e a estranheza peculiar de quando tromba o olhar contigo. Como se olhar no olho da gente machucasse. Capaz...

Talvez essa miscelânea de imagens, informações, cheiros, gostos, junto à ausência da presença gere essa coisa estranha, esses sentimentos sem nome.

Então, um grande brinde – de vinho barato, porque qualquer um deles me dá dor de cabeça – às diversas formas da senhora máscara de hipocrisia, à clausura embalada em caixa bonita de modernidade, à distância de tempo real entre a gente.

E não espero um comentário para concordar, discordar, reiterar, ou seja lá o que for com o meu texto. Isso aqui é só um dos meus vícios “aliviantes”. Assim como a sua cerveja santa de sexta-feira.

Ouvindo Tell me what we’re gonna do now - Joss Stone.

24.3.08

No name

No feeling.

No shine.

Nonsense.