31.8.08

Outro da série de versos

Dont know why

Você nem imagina, mas
nestas tardes ensolaradas
é quando mais há falta.

Você nem sabe, mas
o teu sorriso marca
e a cada volta à mente
aciona a prece.

VocÊ nem pensa nisso, mas
ainda assim eu peço por você.

Pela perfeição da tua alegria,
pela completude do teu ser.

Assim como aquela letra bonita
que vai tão bem com a melodia
que de ti nasceu.

Você nem sabe, e eu
não sei porquê, mas,
eu gosto de você.

Ouvindo sons da metrópole.

12.8.08

Hypocrites

Nunca conheci quem tivesse levado porrada
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente no tapete das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu um enxovalho,
Nunca foi senão príncipe – todos eles príncipes – na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma covardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos – mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que tenho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.


Poema em Linha Reta de Fernando Pessoa (Álvaro de Campos), com uma atualidade incrível.



Ouvindo "Empty me" Jeremy Camp

15.7.08

Em aberto

E ali está a noite do vestido colorido de seda
em contraste com o cabelo escuro
que você sabe que é natural
e que se controla para não tocar

também a tarde do jeans surrado
com o moletom moderno
o tênis all star
que você pisa para brincar

Disfarce infantil
Em face de si mesmo
todo o provável sentido se vai
se esvai

Pijama engraçado
como os sorrisos diversos
notas e melodias
do si ao sol
lá e dó, sem dó

Areia fina, brisa noturna
nós três, no lugar secreto
gosto de soro, choro com gosto
mais uma vez sem entender o porquê

Sem merecer
apenas entregues
ao que nascemos pra ser

Em tempo, bem entendido.


"Ouvindo Dê-nos mãos limpas - Filhos do Homem"

8.7.08

Sutilezas...

Janela

A janela traz a liberdade
mostra a prisão que vivemos na cidade
Presos pelo medo, pela angústia
De precisarmos ser quem não somos
De fingir felicidade e agradar o mundo
Que insiste em decepcionar quem é bom
Libertemo-nos, pois
Da prisão que angustia
E torna nossa vida mais vazia

Do amigo e jornalista Rodrigo Lara

Mary ouvindo o tec tec do teclado nosso de cada dia

9.6.08

Fuel



"Mostre-me Tua Glória"

Eu tive um vislumbre do Teu esplendor
Com o canto do meu olho
A coisa mais linda que já vi
E foi como o brilho de um relâmpago
Refletido do céu
E eu sei que eu nunca serei o mesmo

Mostre-me Sua glória
Derrame Sua presença
Eu quero ver Tua face
Mostre-me Sua glória
Você brilha majestade
Eu não posso continuar sem você, Senhor

Quando eu desço do monte
E volto para a minha vida
Eu não vou me conformar às coisas comuns
Eu vou seguir Você pra sempre
E por todos os meus dias
Eu não vou descansar até que eu veja Você de novo

Mostre-me Sua glória
Mostre-me Sua glória
Eu não posso viver sem Você


Digerindo a fração da Glória aqui dentro e meditando na ousadia de Moisés em Êxodo 33

3.6.08

No ar

Esse foi ao ar na Tv Gazeta.

Em breve, meu Chiclé na net =]




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